Brasil, 1960.
Ao pisar em uma terra nova, Daniele sabe que sua missão está apenas começando e que ainda terá que enfrentar a intolerância, mas será que estará preparada para abrir mão de alguém que muito ama para que o destino se cumpra?

Olá de novo!

Hoje conversamos sobre Samhain, o segundo livro d’As Filhas de Dana!

Embora seja menor do que o primeiro, senti como ele foi mais pesado no quesito enredo, e mais adiante explico o motivo.

Para deixar bem claro: Não sou especialista em crítica literária, simplesmente estou aqui dando minha opinião sobre a história então estamos conversados!

SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT

Paganus terminou com a partida de Daniele e Antônio para o Brasil, e Samhain dá continuidade. Durante a viagem, eles se tornam mais íntimos de Dona Olímpia, uma senhora cujo marido se mandou para o Brasil e ela veio com o filho, Henrique. Além disso, como foi dito no livro anterior, Antônio era esperado por Amâncio, marido de Olímpia, já que havia arranjado serviço por lá para ele.

As coisas estão caminhando bem: Mateus se amigou com os índios e com os negros, principalmente pelo background semelhante, de não poderem externar suas crenças totalmente; Daniele era tratada praticamente como filha por Olímpia; Amâncio tinha um vínculo de filho com Antônio diante de seu bom serviço e personalidade; e ambos tiveram mais um filho, Antoninho.

Mas a situação começa a se complicar quando um garoto que tinha acabado de se ordenar padre não resistiu aos encantos de Daniele e acabou se matando. Isso despertou as primeiras faíscas de desconfiança do Padre Jerônimo, que mais para frente se junta com Bento Matias (um capanga de Amâncio que ficou revoltadinho pelo bom serviço de Antônio e sua ligação com o patrão, que o tratava como filho) e Maria das Dores (uma ricaça amiga da família cujo santo não bateu com a Daniele e começou a ficar de picuinha pra cima dela) para desmascará-la.

Daniele tinha viajado grávida, certo? Pois bem, a menina veio antes do previsto e diante da vontade da mãe de apresentá-la a Deusa, Antônio teve de ceder e fazer um acordo com Olímpia: chamar a menina de Tereza, apadrinhá-la e prometê-la em casamento para Henrique, o filho (idiota e mimado) dela. Era pegar ou largar, já que a senhora descobrira ali sobre as origens pagãs de Daniele e estava disposta a fazer vista grossa diante dessas condições. Não teve muito o que ser feito. No fim, quem a apresentou á Deusa foi Bashiri, uma serva negra da casa que, pra mim, é uma das melhores personagens.

Ficou ainda pior quando o padre insistiu em casá-los e batizá-los, e aqui a gente vê a “mudança” da Daniele. Foi interessante vê-la interpretar o sentido de amor de forma a fazê-la ceder e aceitar se casar com Antônio, já que ele já lhe dera despretensiosamente tantas provas de amor, foi muito fofo ela se dar conta disso e aceitar. Desde então, Padre Jerônimo vive atrás de provas pra jogá-la na fogueira.

Temos também Guilherme, o frouxo que lá trás arregou e quase entregou Daniele. Pois é, ele se mandou para o Brasil também e chegou aqui todo acabado, só sobreviveu porque quem cuidou dele foi a Dani. Até tentou tê-la de volta, mas nada que uma bela conversa entre irmãos não resolva, Daniele também não deu sinal de querê-lo então foi ótimo ele ter se conformado. Mas pelo menos ele terá utilidade no futuro.

Então já dá pra imaginar o que vem depois. O padre Jerônimo conseguiu umas provas muito cabulosas e falsas sobre Daniele (lembram de Maria das Dores e Bento?), manda uma galera ir atrás dela, e por fim acaba que ateiam fogo na casa, matando o filhinho mais novo do casal, mas não sem antes Mateus honrar o nome que tem (Angus) e matar um dos capangas enviados pra lá a pauladas.

Todos pensam que a família está morta e é o que Amâncio espalhou para não causar mais problemas ao casal, mas Daniele se recuperou com a ajuda dos índios (que inclusive a chamam de Yaci) e entre eles, Mateus descobre que seu avô ainda está vivo. Deixam Tereza com a família de Olímpia e seguem mata adentro atrás da missão de Daniele.

Foram pouco menos de 250 páginas esse livro quase me fez chorar! Foi pesado! XD Diferente do outro livro onde eu sentia que havia pausas para respirar um pouco, nesse eu não consegui me livrar da sensação de aperto!

Outra coisa que esqueci de dizer no outro post: A diagramação é divina, tanto no primeiro quanto no segundo. As bordas das páginas contém folhas desenhadas, e no início de cada capítulo tem a imagem da capa. Lindo ❤

Nesse livro consegui me apaixonar muito mais pelos personagens, só os céus sabem o quanto tive vontade de guardar o Angus num potinho, tão novo com a responsabilidade de cuidar da irmã e nossa, foi incrível ver o desenvolvimento dele durante a história. Geralmente não sou fã de crianças, mas sério, ele é simplesmente o melhor ❤

Bashiri e Taú foram outros personagens que simpatizei muito, a introdução de personagens negros na trama foi tão legal, que me lembrou de quando ela embarcou no livro passado e um escravo fugido esbarrou na Daniele e tiveram aquele insight quando se encontraram.

AMÂNCIO, O QUE DIZER DESSE VELHO QUE JÁ CONSIDERO PACAS? Ele é simplesmente maravilhoso! Mesmo que não seja um estrategista militar, a decisão dele foi super acertada. Ele deixava os negros da fazenda deles fazerem suas celebrações, assim os escravos não se sentiam tão presos e trabalhavam com maior disposição. O que de certa forma acabava salvando-os de apanhar bastante como ocorria em outras redondezas.

Não pude deixar de fazer um paralelo com “A Lista de Schindler” onde o cara que contratava judeus uma hora pediu para contratar crianças, sob o pretexto de que precisava de dedinhos pequenos que fossem capazes de limpar cartuchos de bala, ou algo assim. Ambos tiveram sacadas geniais que sem perceberem, preservaram muitas vidas.

Antônio, ah Antônio, o tipo de cara que toda mulher queria ter, só digo isso ❤

Daniele agora vai para o coração do Brasil, Goiás, onde seu avô tem terras. Uma pena imaginar que provavelmente ela não dará uma passadinha em Mato Grosso, rs. Mas é muito legal principalmente observar o background de Augusto, avô de Daniele, ele participou junto do Anhanguera nas incursões em Goiás e percebeu que de alguma forma não era ali que devia estar. Foi muito linda a sacada que a autora usou para trazê-lo aos planos da Grande Mãe.

Super ansiosa para ler o próximo! Trago o post em breve!

És parte da terra, do fogo, das águas e das matas…

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