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OLÁ PESSOAS!

Peço as mais sinceras desculpas, mas sabem como é, a vida não para e acaba que temos que atender o chamado dela mesmo quando estamos lendo. Hoje vim falar da trilogia Aeternnus.

Como sempre digo nos posts, não sou especialista em crítica literária, esse blog serve apenas para compartilhar as experiências que tenho quando leio algo, então já sabem que nada aqui deve ser levado a sério até você ler por si mesmo.

SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT

Primeiro, quero dizer dos três ainda falta terminar um. Mas creio que até terça consigo terminá-lo, considerando que não haja nada para atrapalhar amanhã. E como é o menor dos livros, será mais rápido acabá-lo. Para não escrever outro post para apenas o último, editarei este aqui caso encontre algo a acrescentar, e deixarei marcado com EDIT: xx/xx/xx.

O livro essencialmente reconta a criação de absolutamente tudo, claro, com uma roupagem fantástica desde o Universo até o mundo, os animais e o homem. Foi uma leitura interessante, confesso. E como é de se esperar nesse tipo de leitura, há bastantes lutas, diálogos e principalmente: DETALHES.

Foi um livro interessante, mas esta trilogia foi a primeira leitura que me deixou com o sentimento de ressaca literária. Primeiro porque a revisão pecou um pouco e segundo, porque havia detalhes demais. Alguns deles, inclusive, nem eram tão necessários assim de serem repetidos porque a gente já tinha decorado.

As descrições algumas vezes pareciam aqueles trechos da bíblia quando alguém fala: fulano, filho de beltano, cicrano que era da linhagem de um terceiro fulano e a coisa se estendia ad infinitum. E como são muitas criaturas, você precisa decorar logo quem é quem senão vai ficar pra trás. Além de filtrar bastante o que lê porque os parágrafos eram tão enormes nos detalhes que você se perdia facilmente, e tinha que ficar reiniciando a leitura e perde-se tempo com isso.

As falas também não tinham diferenciação, travessão ou dois pontos? Não tinha nenhum dos dois. E como as falas aconteciam no mesmo parágrafo da narração, ficava bem confuso. A revisão foi sofrível e tinha de adivinhar o ritmo de leitura por mim mesma, foi uma batalha terminar os dois primeiros livros e será a mesma coisa com o terceiro, sinto.

A sensação que passa é que conforme a trilogia avança, a revisão foi abandonada. Ouvi uns relatos de terceiros sobre a dita editora (que é de Portugal), e que ela é sim uma boa editora, mas acho que quando se trata do braço dela no Brasil, o esmero do serviço meio que deixa a desejar, resultando em trabalhos como esse livro: Uma história legal, mas que foi estragada pelo desleixo em alguns detalhes da organização do livro.

Sobre o excesso de detalhes na história, creio que seja pelo motivo de o autor ser formado em Museologia, história da arte e gestão de museus ou algo assim. Então o olho afiado pros detalhes pesou bastante na hora de descrever os personagens na história, mas ao mesmo tempo cansa um pouco esse excesso.

Mas pelo menos foi divertido avançar na leitura tentando ver de quem se tratava os anagramas que o autor deu para nomear as criaturas. E o foco que ele deu, claro, para a arte como protagonista, dando uma mensagem sutil de que a arte é intrínseca do homem desde os tempos antigos. Não tem como se livrar dela, só o fato de existirmos já demonstra isso.

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No segundo livro, não tiro nem ponho o que já falei, pois tanto os acertos quanto os erros são os mesmos. Com uma diferença de que no segundo os capítulos são mais curtos, embora mais cheios de ação no sentido de aventuras enfrentadas pelo protagonista ao percorrer o caminho para sua evolução espiritual.

EDIT: Demorei, mas não falhei. Finalmente encontrei ânimo pra vir aqui e falar sobre o terceiro.

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No terceiro livro, diferente do que achei, a revisão foi melhor. Talvez seja pelo motivo de o livro ser menor ou o revisor seja diferente. Nesse livro, temos o entrelaço dos livros passados com a mitologia africana por intermédio do personagem principal que meio que encarnou como Núro. Anagramas de novo.

Além disso, ele percorre outros reinos, se redescobrindo como Etra I, como rei e todo mundo que ele fez amizade e conheceu na outra vida e coisa do tipo. Foi interessante porque esse livro ficou mais focado, penso, nos reinos que ele conheceu. Foi legal de ver essa dinâmica de o ser humano sempre está em constante mudança e aprendizado.

Senti-me lendo uma enciclopédia fantástica da história humana, mas a experiência foi dificultada pelo excesso de detalhes e pela revisão sofrível. Nada a contradizer no que se diz ao “beleza diáfana” citado na sinopse, mas sinto que esta última não nos entrega o que diz, não totalmente.

Foi interessante? Foi. Mas é como eu disse, demorei mais do que esperava para terminar essa leitura. E como tenho essa coisa chata de terminar de ler as coisas, mesmo não gostando, cá está o motivo da demora.

Enfim, não fui feliz neste post, mas vida que segue. Atualmente estou lendo “A Máscara do Rei” e logo trago minha experiência ao lê-lo.

Boa semana!

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