TARDO, MAS NÃO FALHO!

Sério, esse início de ano tá um caos internamente, paz de espírito cadê rs Aproveitando essa vibe de inquietação acabei me atraindo por esse livro e cá estamos nós. Terminei o livro ontem e ainda tô abismada (no bom sentido) com o modo que ele acabou.

Como sempre digo nos posts, não sou especialista em crítica literária, esse blog serve apenas para compartilhar as experiências que tenho quando leio algo, então já sabem que nada aqui deve ser levado a sério até você ler por si mesmo.

SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT

Dois reinos em guerra, dois pontos de vista sobre a ocupação de uma terra, uma profecia de vibe meio duvidosa, religião. Mistura tudo isso e temos A Máscara do rei, que sério, foi uma das melhores leituras que fiz nos últimos meses. Travei nela por um tempo por conta dos afazeres do off, mas assim que retomei, segui com força até o fim.

Sério, fazia muito tempo que um livro não me deixava inquieta assim. Acho que o último foi A Guardiã, mas esse foi uma inquietação diferente, penso. Aqui é muita coisa rolando ao mesmo tempo e se você não pega o ritmo, ah so sorry.

Essencialmente há dois povos: Darastrix e Vuthans que lutam pela ocupação de uma terra, cada um dizendo que um chegou primeiro e coisa do tipo. Essa treta já vem rolando há anos e segundo o que foi profetizado por aí, quem ganharia a guerra eram os Vuthans, na figura do Auran Ossalur.

Desse lado da história temos personagens bem legais, embora essas aqui sejam as principais que me lembro: Samar, irmã e amante do Auran, Cealdia uma ex-serva que depois virou rainha de um dos mais fortes reinos Vuthans e mais uma galerinha hardcore que o pessoal NÃO CURTE porque as armas deles são tão fodas (Ferro/aço negro, se não me engano) que são proibidas pelo Auran, os Hazans.

Do outro lado, temos os Darastrianos liderados por um reizinho bem fidamãe, Svern. Embora fosse um bom pai, ele era muito mulherengo mesmo apaixonadérrimo na esposa. Um dia ela é assassinada e o cara carrega esse fardo pelo resto da vida (além de virar um turrão, o cara não tem carisma nenhum), afinal nessa hora ele tava galinhando a mulher que futuramente empurrariam pra ele casar, Sarene. Ele tem dois filhos, Eldon e uma menina.

Eldon morre de ódio e desprezo pelo pai por conta do que aconteceu com a mãe deles, por ele ter casado com a cobra da Sarene (que by the way, vive tentando matá-lo). Pelo menos, o consolo dele é que a Sarene não consegue engravidar, mesmo corneando o Svern com o Baern, um dos amigos do rei e PADRINHO do Eldon.

Ele tem uma ligação bem forte com o Padre Mayer, gostei muito dele também ❤ Ele é tipo um mentor do Eldon e toda a criação do Eldon pode se dar ao fato de que foi o código moral dele e os ensinamentos (no sentido de conhecimento) do padre que fizeram o que ele é hoje.

Passada toda essa parte de apresentação vamos direto ao ponto. O livro todo converge pra tal “batalha final”, mas o que acontece? Os darastrianos não tem força suficiente pra lutar contra os Vuthans então o Svern meio que se vê obrigado a fazer um acordo com a Fé em troca da força bélica deles (que é uma das mais badass ever), os athears. Assim, eles teriam um pouco mais de favorecimento no reinado e o Svern teria seu exército.

Mas como não podia deixar de ser, o Svern é assassinado (Ah, o karma né não?) e ninguém sabe por quem. Por pouco o pessoal não perde a batalha porque o Eldon por alguma revelação divina/misteriosa surge com uma outra guarnição de athears e derrota os Vuthans. Pelo menos por enquanto o conflito tá adiado, porque ninguém esperava que o Eldon surgisse e mudasse o rumo da coisa toda.

Por outro lado, lá trás enquanto os darastrianos estavam todos preocupados com essa coisa de conseguirem soldados, os vuthans estavam tentando decidir se iam ou não pra guerra, porque o rei não queria. Os lordes é que ficaram lá de picuinha pra votar se iam ou não iam. Mais tarde descobre-se que quem fez o trabalho todo foi a Samar, porque ela se deitou com um monte de generais ali pra forçá-los a votar “sim” pro Auran ir pra guerra, porque ela sabia que o irmão era um frouxo.

Acontece que nesse meio tempo, o Auran descobriu do envolvimento dos Hazans no conflito, do tal acordo que fizeram com eles e ele ficou bem fulo pra descobrir quem o traiu, já que ele é super certinho, não luta com povos cujo rei seja fraco, não luta com um exército sem general, coisa do tipo. Se não me engano, ele tinha uma profecia também, e que dizia que ele seria traído pelo amor, pelo sangue e pela espada.

No primeiro caso, se não me engano ele perdeu a esposa por conta de uma doença, Auran vive se lembrando disso porque quando ele unificou os vuthans, falou que se conquistasse um reino rebelde por lá, tomaria a cidade de um outro cara e a esposa dele. pois bem, ele era apaixonado nessa mulher, mas o karma veio e a levou. Agora ele sana os instintos com a Samar que coincidentemente foi quem o traiu pela segunda vez, pelo sangue.

Ela queria muito conquistar Darastrix, mas o irmão sempre foi um frouxo então ela articulou lá uma troca de favores, de forma aos Hazans ajudaram os vuthans e todo mundo votar a favor da guerra. Quando o Auran descobre, com ajuda da Cealdia, que a traidora era ela, prende-a, mas a Samar consegue escapar e ainda consegue matar o Svern antes da batalha. Depois disso, Auran leva Samar para os Hazans a fim de cancelar o tal contrato que ela firmou e nunca mais quis saber dela.

Depois dessa loucura toda da primeira batalha, o Eldon assume. O tempo todo ele é meio que guiado por uma figura escura, que mais pra frente a gente descobre que é ele. Mesmo rodeado de tramoias, Eldon consegue segurar as pontas e se torna um ótimo rei. Depois de quase cair no conto do vigário e mandar a irmã para o convento, ele muda de ideia e manda a Sarene, além de nomear o Padrinho dele como Bailio pra poder ficar de olho.

No fim, a infeliz da Sarene ainda consegue se dar bem porque ela descobre que está grávida (embora eu duvide muito sobre a procedência desse bebê, vai saber qual pacto ela não fez. Se não me engano, Sarene tá mancomunada com os Hazans também) no convento. Essa mulher é cheia doa planos, socorro, vocês precisam ler esse livro, os planos dela tem uma vibe bem “Condessa de Bàthory”.

Auran percebe que a profecia não estava tão certa assim (de que no fim, aquelas terras estavam todas destinadas à ele), depois de um pesadelo que ele teve. E o Eldon pede pra umas sacerdotisas pagãs verem o futuro dele e tem, além da certeza de que não passará dos vinte anos mesmo trazendo paz aos súditos, que eles vão sofrer muito porque sentirão falta dele. ;—;

O ponto de vista dele se encerra com um trecho tão triste ;-;

“Quero que mande fazer uma máscara para mim. Uma máscara de ferro. Está na hora de esconder o que um dia eu fui e aceitar o que eu agora sou. Eu não sou apenas um rei de Darastrix, mas também sou um leproso… Sou um rei de máscara.”

EU ENTREI NUMA VIBE TÃO TRISTE!

Isso me lembrou bastante aquele livro d’O Homem da Máscara de Ferro, foi muito bom relembrar a época em que li e vi o filme com o Di’Caprio! rs

A história é bem cheia de detalhes, se você não estiver atento informações cruciais passam e você nem vê. Os personagens são bem entrelaçados em seus dilemas e qualidades, além de seus anseios e falhas. A revisão deixa escapar algumas coisas, mas é coisa pouca,mesmo assim foi uma leitura MUITO boa.

Lembro que quando li a sinopse do livro, fiquei meio na dúvida sobre o que acharia dele, mas conforme fui lendo, não me decepcionei. Claro que por conta do off acabei parando um pouco de ler e por isso acabei me perdendo em alguns trechos, mas se você seguir direto na leitura, vai achá-la ótima.

E em pensar que o amadurecimento todo que o personagem passou, e ele ainda é um menino! Só foi considerado rei mesmo quanto atingiu 15 anos, mas ainda assim.

Provavelmente vai ter gente feliz me taxando de um monte de nomes só porque dessa vez eu curti o protagonista e coincidentemente não era mulher. O que isso importa? As mulheres dessa história todas elas são muito badass mesmo não sendo minhas preferidas, a Sarene mesmo sendo uma mardita é sim uma ótima personagem, a Samar também é outra que se não fosse pela profecia do sangue eu nem teria desconfiado, a Cealdia também foi legal. E as tantas outras mulheres não-principais da história que com certeza achei muito legais, principalmente as pagãs, senhorinha do futuro do Eldon, te curti muito. ❤

Mas GOSTEI MUITO SIM do protagonista, GOSTEI MUITO SIM do Eldon, acho que foi porque rolou uma identificação com ele, eventos do off coincidiram bastante com a leitura dessa história e eu me senti na pele dele acerca de alguns dilemas e sentimentos. ALGUNS, não todos. Em 90% dos casos, acabei concordando.

Outro personagem que curti muito foi o Padre Mayer, mas enfim, vocês sabem da minha fraqueza por personagens senis, amo ❤ E sério, nunca pensei que diria isso, mas gostei da união de religião com reinado que o Eldon trouxe. Lá trás quando o Svern tava indo pra guerra, ele não conseguiu animar a moral dos soldados e o Eldon conseguiu, já dava pra ver aí como a coisa ia rolar.

Depois que virou rei, ele deu uma puxada na rédea da Fé e ainda conseguiu controlá-la, pelo menos até um fidamãe dessa trupe dedurar pra todo mundo que ele tinha lepra (logo, não poderia gerar herdeiros e a irmã dele tava sendo super cobiçada lá dentro), já que o Eldon se recusou a dar a mão da irmã dele pro tal sujeitinho.

A história com certeza fica entre as melhores que já li, preciso rápido da continuação, Francine colabora e libera o próximo, por favor! ;-;

No momento estou lendo os dois livros d’O Espadachim de Carvão do Affonso Solano, não que ele precise de incentivo já que é da laia do Jovem Nerd, mas verei se o livro é bom mesmo. Assim que possível, venho com post sobre a leitura dos dois.

“Sabe o que é pior, padre? Ser um rei justo pode levá-lo a destruição”

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