Alice Miller é uma garota de 21 anos que estuda História da Universidade Estadual de SunsetFalls. É namorada do charmoso e egocêntrico Matthew Campbell, filho de um família aristocrata da cidade.

Sem que ela saiba, Alice descende de uma linhagem de bruxas poderosas.

Durante as férias de fim de ano, Alice e sua melhor amiga de infância, Cassandra Lee, retornam a sua cidade River Green, onde Alice será informada de seu destino.

Alice conhece então um misterioso rapaz, o oposto de seu atual namorado, que a faz se sentir livre e feliz como nunca se sentiu antes.

A descoberta de sua descendência deixa sua vida bagunçada, principalmente quando terá que fazer uma escolha: o amor ou a magia?

OLAR COMO VAI, TUDO BEIM?

EU SEI, EU SEI, PRECISO TERMINAR AS AMAZONAS DAS MONTANHAS, MAS PRECISO FALAR SOBRE ESSE LIVRO DE HOJE XD

Lembro-me que em uma das resenhas do ano passado, se não me engano, tinha comentado sobre tê-lo comprado e estava esperando chegar, bem, na semana passada ele chegou e li o livro em um dia. Tanto por ser curtinho quanto pela escrita ser bem fluída.

A capa dele é maravilhosa de linda, a sinopse também tinha me ganhado quando li, mas agora vamos ver o que achei depois de folhear suas páginas. A premissa do livro já é entregue na capa, amor e magia.

Como sempre digo nos posts, não sou especialista em crítica literária, esse blog serve apenas para compartilhar as experiências que tenho quando leio algo, então já sabem que nada aqui deve ser levado a sério até você ler por si mesmo.

SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT

Alice Miller é uma estudante de História de 21 anos. Sua melhor amiga é Cassandra Lee, a amiga grilo-falante que sempre dá os bons conselhos, e ela namora o Matthew Campbell, que é o típico playboyzinho mimado que toda menina quer namorar, mas nenhuma mulher quer casar.

Acontece que o livro já começa com os dois se desentendendo porque o Matt só pensa nele mesmo e a Alice tá cansada disso, e termina com ele. Claro, vai ter toda aquela coisa dele querer voltar e correr atrás dela e coisa do tipo, mas a Alice consegue evitá-lo porque a universidade entrou de férias então ela e Cassandra se mandam pra River Green, a cidade onde nasceram. Ela fazem faculdade em SunsetFalls, ambas nos Estados Unidos.

Nesse retorno pra River Green ela conhece Adam Jonhson, um carinha encantador típico dos contos de fadas. Como é uma cidade pequena, todo mundo conhece todo mundo, então a família dela fica super animada quando o Adam convida a Alice pro festival que vai ter lá, pra compensar o atropelamento de quando se conheceram.

A partir daí o amor entre os dois se desenvolve, rodeada de insistências do Matthew pra querer voltar e umas conversas misteriosas com os familiares dela. Chega um momento que o amor e a magia se chocam, porque depois de um encontro muito fofinho com o Adam, ela desperta seus poderes de bruxa, herdado dos antepassados dela que eram Celtas que migraram da Eurupa pros EUA.

Alice fica super chocada com a descoberta, mas aceita até rápido, seu maior problema seria contar pro Adam, porque ele – coincidentemente – é descendente dos caçadores responsáveis do incidente de Salém, então ele cresceu nessa vibe de negar magia e bruxas. Nem é preciso dizer que ele ficou grilado por ela se recusar a abrir mão dos seus poderes (os poderes despertam aos 21 anos, mas a bruxa pode escolher abrir mão deles) e terminou o namoro.

Depois ainda aparece o Matt em River Green querendo tê-la de volta, Cassandra não quer que a amiga sofra então resolve servir de cupido pra ela e pro Adam, ao mesmo tempo em que a ensina a usar magia (detalhe, Cassandra também é bruxa, ambas as famílias foram interligadas por alianças e coisas do tipo). Acabou que Adam reconhece seus pittís e sai atrás do Matthew pra forçá-lo a se afastar, não dá certo. Matt e ela tinham combinado de se encontrar (sabe-se lá o motivo) e conversa vai conversa vem, começa o bate-boca e o Adam acaba surgindo pra fazê-lo se afastar de novo.

A coisa fica tão tensa que ela se cansa dos dois e sai fora. Ambos pareciam hienas brigando por uma carcaça AHEUAEHAUEHEAUH Mas no fim dá tudo certo, Adam insiste em ir atrás da Alice pra pedir desculpas, os dois vivem felizes pra sempre.

Achei muito legal o misto das duas temáticas, vez ou outra tinha uma vibe interessante quando estava se falando da magia, da história da migração celta, a questão do laço familiar entre os Lee e os Miller, foram toques legais (embora fosse uma coisa tão melosa que me parecia aquelas famílias de comercial de margarina, mas de novo, são minhas experiências lendo). Mas foram muito rápidos, predominando o aspecto romântico. No final ela diz que escolheu os dois, mas a sensação que tive foi que inconscientemente ela escolheu foi o amor, porque ele é o ponto central da história, a magia acaba ficando em segundo plano.

Um aspecto que me fez rir DEMAIS (mas de nervoso) nessa história foi o uso de nome e sobrenome nos vocativos. Na maior parte das vezes o que você vê nos diálogos é “Adam Jonhson” pra lá, “Alice Miller” pra cá, me fazia lembrar da época que minha mãe brigava comigo e me chamava pelo nome inteiro, dava um tique toda vez que tinha isso em um diálogo LOOL

Outra coisa que me fazia rir muito era as falas da Alice pros ex namorados quando eles vinham atrás dela reclamar. As falas eram tão clichês (do estilo que a gente encontra em música de sofrência) que eu me lembrava do “Você partiu meu coraçããããoo, ai meu coração”. Só conseguia lembrar disso na hora.

Um ponto legal é que a história flui rápido, mas rápido até demais, eu diria. As coisas ocorrem rápido demais e pra temáticas densas como as retratadas aqui, pode ser um problema porque o fluxo dos acontecimentos não convenceria alguns leitores mais exigentes:

  • Terminar com um cara pelo qual você tinha meio que um guilty pleasure em namorar e em uma semana já se apaixonar por outro que te atropelou com a bicicleta. E na semana seguinte, já estar namorando com ele e dizendo eu te amo.

Sem contar que ela é emotiva demais e isso beira ao exagero algumas vezes (a não ser que ela tenha muito Libra, Câncer ou Peixes no mapa astral, aí até que dá pra engolir, rs) a ponto de parecer imaturo. Mas provavelmente isso deve ser impressão minha, porque não era tão emotiva assim aos 21 anos, então pode ser que só eu tenha achado estranho e não consegui me conectar com ela.

  • Tem uma parte se não me engano, ela diz que nunca tinha sido tratada com tanta gentileza (depois do Adam fazer uns mimos pra ela). Isso me lembrou um pouco o que o Felipe Neto disse sobre 50 tons de cinza quando leu esse trecho do livro “Homem nenhum jamais me afetou como Christian Grey, não consigo entender o motivo. Seria sua aparência, sua educação? Riqueza? Poder?”. Complicado você namorar um cara que só te atrai pela educação, algo que devia ser quesito básico de qualquer ser humano. Não que a Alice namorasse o Matt pela educação dele, mas era complicado achar uma qualidade nele, pelo que li, por que ela ainda namorava com aquele chato? XD Aí aparece o Adam e ganha a menina já nos gestos cavalheirescos, sendo que pra variar, o Matt sempre tratava ela como segunda opção.

Não que eu seja tiete do Felipe, mas na presente situação, essa fala dele faz sentido.

  • O Adam sempre foi criado acreditando que bruxas não existiam e coisa do tipo, e pra alguém que foi cerceado por esse tipo de pensamento, pra mudar de opinião ainda assim é MUITO difícil. Claro que ele poderia ir atrás da Alice mais pra frente, mas foi rápido demais. Ele podia pedir um tempo pra pensar, mas que ele ainda a amava, só precisava aprender a lidar com os dons dela. Afinal, preconceito não some da noite pro dia, como pareceu na história. Deu a impressão que ele só voltou atrás porque a Alice era “sua namorada”, não porque a entendia de verdade. O que pesou ali, na minha visão foi mais o sentimento oculto de posse do que compreensão de verdade.

Esse inclusive foi um dos pontos mais prejudicados pelo fato de a temática da magia ser pouco explorada, em detrimento da temática amorosa e por isso digo que a Alice escolheu o amor em vez da magia. Podiam ter explicado melhor a relação dele e da família dele com a magia, criado umas tretas mais fortinhas ali no meio pra Alice (porque a magia aqui na história ficou me parecendo mais um empecilho do que um benefício pro casal), tem um plano de fundo INCRÍVEL pra ser explorado e a autora bem que poderia se aventurar nisso caso queira fazer uma segunda edição.

A revisão também precisa ser refeita, vários erros escaparam, não só de escrita, mas de continuidade também. Na p.36 ela pensa consigo mesma “uau de onde esse príncipe de contos de fada saiu?” quando viu o Adam. Mas lá na p.47 ela diz pra ele que não acredita em contos de fada. E como é em primeira pessoa a narração, essas duas falas são bem claras em momentos igualmente claros.

Das duas uma: Ou ela quis ser diferentona e negou pra não sair como criançona da história ou foi erro de continuidade mesmo.

Tem outro em que ela afirma, antes de se descobrir bruxa, que não acredita em magia (p.46):

– Você acredita em magia, Ali?

– Não, acho apenas superstição.

– Também acho isso. (…)

E na mesma página, nas últimas linhas, ela pergunta pra ele a mesma coisa, mas com palavras diferentes.

– (…) Você acredita em bruxas, magia, essas coisas do tipo?

– Não, nadinha! Acho isso puro folclore (…) E você?

-Também não acredito. Sou realista demais pra acreditar em bruxas ou contos de fada.

Ué, vocês já não tinham conversado sobre magia lá trás?

Fiquei na dúvida se ela fez a personagem perguntar isso de propósito, ou se foi pra deixar subentendido que a Alice estava muito nervosa com o encontro e acabou cometendo essa gafe ao fazer a mesma pergunta com palavras diferentes (coisa que no jornalismo a galera vive com medo, inclusive).

Foi uma história legal de ler pra passar o tempo e me recuperar da torrente de informações que acontecem no Amazonas das Montanhas II, ri mais do que tudo. A história tinha tudo pra ser boa, mas se fosse mais lenta e desenvolvida, poderia ser melhor.

Na próxima garanto que trago a resenha de Amazona das Montanhas II. Aproveitarei o embalo e comprarei o Amazonas das Montanhas III – O Resgate de Yanka! ❤

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