DUOLOGIA AS RELÍQUIAS DE AETHER #1 A GUARDIÃ

Aether, um reino antigo, o berço da magia. Lugar que já passou por inúmeras batalhas. Porém, a maior delas permanece um mistério: a Grande Tempestade, ou na língua antiga, o Ezjah, responsável por unificar os doze reinos.
Oito anos antes, a princesa de Khaye é prometida ao poderoso rei de Fargih como parte de um acordo de paz. Alva não sabe o que lhe espera, mas suas escolhas mudarão o rumo da própria história.
No ano de 1792, após o Ezjah, Delilah recebe uma notícia trágica. Seus pais, os duques de Khaye, estão mortos. Sua vida está prestes a mudar. Os mil e oitocentos anos que a separam da princesa são uma ilusão. O destino está para se repetir; ainda que com novos personagens.
O passado não está morto, ele se enlaça com o presente, trazendo uma nova batalha.
Cada escolha é capaz de mudar o futuro. O tempo é impiedoso, porém, há quem seja ainda mais.

Olá pessoas!

O livro que vou falar hoje chegou anteontem, mas que por conta do Dois Mundos, precisei me conter pra terminá-lo antes de começar este. E cá estamos nós, terminei os dois!

Só fiquei meio bolada porque os correios deram um jeito de amassar uma ponta do livro, mas enfim, vida que segue né não? Se você gosta de magia, fantasia, outras vidas, está aqui uma boa pedida! ❤

Para deixar bem claro: Não sou especialista em crítica literária, simplesmente estou aqui dando minha opinião sobre a história então estamos conversados!

SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT

Como já deu pra notar na sinopse, são duas “linhas do tempo”(por falta de palavra melhor) que conforme a história anda, se entrelaçam lá na frente. Os acontecimentos são datados usando como referência o Ezjah, ou Grande Tempestade. E os reinos que antes eram doze, agora estão unificados por causa dele.

Há um trecho antes prólogo em que no início você não sabe quem está falando, até pensei que o livro seguiria aquele estilo de narração e romperia a quarta parede, mas foi uma sacada bem legal que a autora fez, que só entendi mais pra frente.

Na linha temporal antes do Ezjah, temos Alva Khaye que foi prometida em casamento ao soberano de Farghis, Samad. A aliança meio que acabou sendo necessária ali para dar fim ao massacre que o tal rei providenciava em suas manias expansionistas, ele tem uns planos muito cabulosos para se tornar o All-mighty da parada. Já ela, a única companhia que tem é Ambra, a companhia que lhe foi designada por um tempo.

Como era de se esperar de um tirano, ela não tem qualquer voz e estranhamente ainda assim ele consegue o apoio da população por mais que a vida deles seja um inferno e rodeada de crueldades. Samad é o puro mal encarnado que se alimenta do sofrimento alheio.

Contrapondo a isso, temos o irmão do Samad, Ahmes. A Alva inclusive comenta que enquanto Samad faz questão de causar terror nas pessoas com um simples andar, anunciando e antecipando sua chegada em algum lugar, o Ahmes é o contrário. Você não percebe que ele está ali até ele falar alguma coisa, os passos dele são super gatunos, mas sua personalidade é muito mais afável que a do irmão, e até mesmo povo gosta mais dele.

E como não podia deixar de ser, ambos acabam se apaixonando. Ao mesmo tempo em que ambos cultivam secretamente o sentimento, ela descobre que Ahmes participa de uma tentativa de rebelião. Alva começa a participar das reuniões e ajuda como pode, embora Ahmes e Ezra (Um dos magos que mais está por dentro das ações do Samad, já que participa da panelinha dele e tal) estejam em posição melhor para ajudar do que ela. Há também a Masuma, outra personagem muito legal que por culpa do rei, não tem mais nada a perder.

Alva tem visões, o que, digamos, não é lá muito comum entre quem manipula magia. Adicionemos isso ao fato de que Samad odeia magia, então imagina o perigo que ela já não está correndo pelo simples fato de ser quem é, misturado ao fato de estar participando dessa rebelião.

Impressionantemente, o crápula do marido dela, do nada, resolve ir lutar e levar o Ahmes junto, coisa que ele nunca tinha feito antes. Isso já alimentou uma chama de desconfiança na Alva e logo sua intuição se mostrou correta: Samad tinha armado uma emboscada. Matou todo mundo de Khaye inclusive a Família Real, e ainda armou pra cima do Ahmes, dizendo que foi ele quem fez tudo aquilo.

O interessante é que conforme você acompanha esse núcleo, dá pra notar aquela atmosfera de “puts grila, o olhar desse cara…! Ele sabe do que tá rolando, ferrou”. Samad pode até não falar nada, mas ele de alguma maneira meio que sabe do que tá rolando, justamente pra fazer a pessoa se desesperar lá na frente. E ele super joga na cara do Ahmes que sabia dos encontros dele com a Alva, que agonia que essa cena me deu.

Ok. Numa cena pra lá de triste ele executa o Ahmes (e a galera que antes gostava dele, não faz nada pra defendê-lo, o que dá mais agonia), uma hora lá até a Alva acredita que foi mesmo Ahmes, mas na verdade Samad tem poder de hipnotizar (por falta de palavra melhor) as pessoas. O pessoal vai a loucura com os discursos dele, mas também com um poder desses, qualquer discurso pode ser persuasivo.

Pra complicar mais as coisas, ela tá grávida. Alva tem seus momentos de”paz” com uma nova companhia, Maya, até o menino completar seis ou sete anos (acho), quando Samad inventa de levar o menino pra guerra com ele. Obviamente ele queria se livrar do Kamal, mas não era como se Alva pudesse fazer algo, se não permitisse, daria na cara que o menino era bastardo.

Anyway, é justamente o que acontece, o filho dela morre e Alva fica tão fula que já não ligava muito para o que fosse acontecer e já tava disposta a arrebentá-lo na pancada, mas Samad jogou sujo e mandou os guardas dele ameaçarem uns súditos que estavam pelas redondezas. Sem querer manchar as mãos com sangue inocente, ela recuou e foi mandada pra prisão.

Mais para a frente, ela é resgatada por Masuma e Ezra. Me bateu aquela bad, porque enfim, tenho fraqueza por personagens mais velhos nas histórias porque em geral eles se sacrificam pelos protagonistas, e foi o Ezra precisou fazer pra manter a ilusão da Alva na prisão.

Masuma e Alva então fogem e se encontram com as sacerdotisas de Sekneith mais adiante e com a ajuda destas, se preparam para derrotar Samad. Criam uma magia lá e nessa última parte da Alva, ela se despede de um jeito tão *tears in my eyes* ;-; A partir daí, os capítulo do diário da rainha acabam.

Na linha temporal depois do Ezjah, temos Delilah. Ele já começa com mortes acontecendo. Importante ressaltar que nessa linha, a magia está marginalizada e a ciência e avanços tecnológicos é que estão em voga.

Como os doze reinos foram unificados agora, os pais dela são Duques de Khaye e ela, sua herdeira. Mas o que acontece… Digamos que a criação da Delilah não foi das mais próximas dos pais. Eles eram ótimos duques, mas quando se tratava da família, a coisa não era tão boa.

Dizem que você raramente consegue equilibrar trabalho e família, e nesse caso foi o que aconteceu com a Delilah. Ela já nasceu meio com uma saúde frágil (e ligada a um caminho tortuoso de pedras igual ao da Alva), então sua tia tentou resolver esse problema, mas acabou morrendo por causa disso. Desde então ela não desgruda de um colar, e vez ou outra Delilah sente que sua tia lhe fala.

Delilah depois de crescida começou a fugir de casa, os pais não aprovavam muito essas tentativas de se desviar da responsabilidade como futura duquesa, mas ela sempre dava um jeito de fugir de novo. Numa dessas fugas ela conheceu o Clã Thénar, por intermédio de um mago lá de dentro, Saleh, que a convidou depois de vê-la usar seus poderes. Depois de um tempo ela consegue um acordo para ficar.

Se ela não fosse nobre seria mais fácil admitir sua permanência, mas como ela é, precisaram fazer umas audiências e aceitaram que Delilah ficasse por lá, mas quando seus pais morressem, ela precisaria assumir seu posto de Duquesa.

E o que acontece? TCHARAM! Pois é, as mortes que ocorreram lá no prólogo foi dos pais dela. Delilah precisou ir resolver as pendengas do velório (sem contar que precisou peitar umas autoridades que duvidavam de sua identidade,  e nesse incidente um investigador subordinado meio que perdeu o emprego por tentar convencer o chefe que ela falava a verdade) e nesse período conheceu Basil, um duque das terras mais abaixo das dela. Ele já está meio que de olho ali nas terras da Delilah porque duvida da capacidade dela de governar, porque todo mundo conhecia o histórico da agora duquesa, e outras motivos mais.

Enquanto isso, no Clã Thénar, todo mundo perdeu a memória. Um mago aleatório entrou no Clã e deu um Obliviate neles e ninguém se lembra mais da Delilah, mas você sabe que o mesmo cara que matou os pais dela está por trás desse incidente também. Os únicos que escapam são o Magister Arkadiy e uma guerreira chamada Ruby porque ambos não estavam por lá quando rolou o incidente.

Mas o que foi pior é que não houve vestígios disso.  Porque magia consome energia e dependendo de como é usada, pode dar ruim e você morrer por causa disso. É igual corpo humano, seu corpo precisa de nutrientes e se você não come, ele busca energia nas reservas que tem.

Quando a Delilah volta, ninguém se lembra. nem o namorado dela, Saleh, nem Abraham, que ela considera um irmão. Então acabou que ela precisou voltar para suas terras e virar duquesa na marra. Para variar, ela tá grávida. Como conciliar seu posto com o nascimento da criança, e ainda mantê-la longe do estigma de bastardo?

Foi a governanta Moira que veio com a solução. Elas se retiraram para umas “férias” até a criança nascer e diriam que ela adotou a criança porque foi abandonada. Mas o problema foi que ela precisava de alguém para tomar conta das coisas nesse meio-tempo, e a própria tia dela não curtiu a ideia de deixar Eric (o investigador que eu comentei lá trás que perdeu o emprego) no luga dela, tinha uma impressão ruim. É legal e ao mesmo tempo engraçado ver essa tia agindo em algumas situações, porque ela acaba usando o corpo da Delilah algumas vezes, como fez quando a defendeu dos caras que duvidavam da sua identidade lá trás.

Anyway, a criança nasceu praticamente uma cópia do pai e Delilah conseguiu conciliar bem a função de Duquesa com a filha. E depois de ela entender melhor o lado dos pais nessa história toda (O Lorde de Haggard lhe entregou algumas coisas que os pais dela lhe tinham confiado, cartas, escritos e tudo o mais), percebeu a ameaça que começava a pairar em Aether.

Isso conversa com o núcleo do Thénar, cujos magos foram convocados para auxiliar numa missão e descobriram numa caverna uns escritos na parede, vários corpos de magos mortos e coisa do tipo. Ruby, inclusive, estava nessa missão e pediu ajuda da Delilah para ver se havia algo a ser feito (tanto pela galera do vilarejo que os ajudou e demais lugares mais necessitados das terras de Khaye, quanto na tradução dos escritos.). A coisa é tão tensa, mas tão tensa, que até o tradutor, Kim, enviado pra ajudar na missão com as inscrições, sabe que vai morrer, porque pelo pouco que entendeu naquela hora, era algo muito sério que a coroa não queria deixar que escapasse.

Perceberam que tinham selado alguém ali, e que esse alguém foi libertado. As inscrições estavam incompletas e uma foi meio que reescrita, quebrando o tal lacre que mantinha o cara ali. Sim, senhoras e senhores, Samad voltou e foi ele quem matou os pais da Delilah, que fez o pessoal do clã perder a memória ao usar outro como peão e não deixar vestígios de que foi ele.

E pra completar, o Samad meio que acaba convencendo o lorde Basil a trabalhar pra ele. Basil quer os tesouros de Farghis, Samad quer continuar o que começou no passado então ambos entraram num acordo ali e conseguiram fazer as coisas tão meticulosamente que nem mesmo Delilah podia interferir na exploração deles em Farghis, porque se vocês olharem o mapa, verão que Farghis pega uma parte de Khaye, Basil e talvez Harbin (se me recordo bem). Tem uma hora, inclusive, que comentam para a Delilah que o Basil invadiu as terras dela e isso é proibido. Se na época da Alva Samad anexou as terras da família dela, depois do Ezjah esse tipo de coisa não é permitido.

Enfim, voltando. A filha da Delilah é uma piromante também igual ao pai, então como o tipo de magia dela é diferente, Delilah pediu para Moira contratar um professor confiável pra menina, e TCHARAM! O destino coloca novamente Delilah e Saleh frente a frente, mesmo que ele agora sem a memória meio que a deteste por anteriormente ter “mentido” sobre ser do Thénar, seu comportamento, por ela ser uma nobre, por ela/os pais dela não terem ajudado quando o lugar em que ele morava foi destruído e coisa do tipo.

Ele meio que foi obrigado a ir pra lá, porque cada vez menos o pessoal recorre aos magos para qualquer coisa, então a Duquesa seria uma baita ajuda nas despesas do Clan (despesas que cá entre nós, ele que dá. Porque vive tretando com todo mundo por aí então sabe como é). Mas pelo menos conforme o tempo vai passando, ele percebe que Delilah não é essa chatice toda que ele achava.

Os planos do Samad já estão prontos e a tal tia da Delilah (que a gente descobre depois que não é a tia, e sim a própria Alva presa no colar) ajuda do único jeito que pode, que é acordar o Saleh do feitiço do qual ele foi vítima. Claro, não é exatamente acordar, ela só deu uma ajudinha, ele que vai precisar se virar depois, mas ele se lembra. Foi engraçado ele e a Delilah conversando sobre a filha, um dos momentos de respiro no meio de tanto sufoco por conta da trama.

Samad acabou usando a filha da Delilah como isca pra atraí-la para o deserto, porque precisa dela para ativar o Ragba e ser imortal. E quem leva a menina pra ele é o tal do Eric, bem que a Alva sentia lá trás que ele não era boa coisa. Saleh convoca o pessoal do Thénar para ajudar na busca, de início o pessoal não concorda, mas depois ele perde a paciência e apela praquelas falas no estilo “é minha filha, vocês vão ou eu vou sozinho? Porque se for assim, avisa logo porque não tô a fim de ficar esperando”, e o Thénar não é conhecido por abandonar alguém da família (com exceção da Delilah rs), muito pelo contrário.

A Delilah vai junto com o pessoal do Thénar e a líder da Guarda Real, porque os poderosos sumiram e ela precisa de ajuda pra encontrá-los. No fim, Nkiruka e o magister do Thénar entram num acordo e ela vai com eles.

No fim, ocorre a batalha e um monte de gente se ferra, inclusive a filha da Delilah. Mas pelo menos ela consegue deter Samad, mesmo que ela não tivesse certeza se ele estava morto. Depois rola um capítulo em que Alva e Delilah se encontram com Sekneith no outro mundo e esta explica a situação pra elas. Sobre o colar, almas, perrengues que haviam enfrentado em outras vidas, enfim, esclareceu o que rolou e ambas se uniram, numa nova chance de serem felizes.

O livro acaba com a Delilah acordando de um desmaio que ela teve após receber a carta da morte dos pais dela. Ruby chegou com outro arcanista, Kim, ela ainda está grávida e já conta na lata pro Saleh, foi engraçado XD O colar se quebrou como prova de que as duas agora eram uma, e os diálogos finais foram simplesmente tocantes. Muito lindo ❤

Não queria me estender muito porque parece que estou puxando saco, mas quando dizem que as histórias carregam um pouco do autor consigo é a verdade. Vez ou outra eu me deparava com uns trechos no livro que me lembravam a autora. Não a conheço direito, só por respostas que ela dava em posts nos grupos que frequentamos, mas enfim.

Foi bem interessante essa dinâmica de intercalar duas linhas do tempo nos capítulos, para chegar num determinado momento e unir os dois. O Dois Mundos tem essa dinâmica de intercalar núcleos, mas não chegou a uni-los ainda, mas Relíquias conseguiu fazer isso.

Fiquei extremamente tocada com a história da Alva, foi muito triste. E diferente do livro que li antes desse, consegui me conectar melhor com os personagens, algumas vezes acabava por pausar um pouco pra me recuperar e voltar a leitura, refletia um pouco pra ver se tinha entendido tudo certo. E claro, surtava com o Ahmes ;-;

Foi legal também ver como ela colocou assuntos que em geral o povo fica cheio dos pensamentos “dentro da caixa”, como a Delilah criar a filha sozinha, cumprir os deveres sem negligenciar a família, religiosidade (alô Samad, Yoruh tá vendo!)… Não fica forçado.

Até magia. Vemos a magia como algo intrínseco aos personagens, e se trouxermos para a realidade é desse jeito que a coisa funciona mesmo. Alguns tem a magia de nos fazer chorar apenas com palavras, sejam elas escritas, gritadas ou sussurradas. Outros, a magia de se ligar com a natureza de tal forma que vivem somente dela e são chamados de pagãos. E ainda os que usam sua magia para destruir: sejam sonhos, vidas, coisas produzidas pela magia dos outros… É uma reflexão legal que a gente faz conforme lê.

Algo que eu preciso comentar e que achei INCRÍVEL, foi uma parte em que é dito que a magia de Samad é agir de forma a tudo parecer um jogo de xadrez. Ele manipular todo mundo de forma a dar o checkmatte. O que não deixa de ser um tipo de magia. Má, mas magia. Isso me lembrou um jogo que gostei muito, Umineko no naku koro ni, em que tem esse debate “isso aconteceu por magia ou pode ser explicado pela lógica?”, quando três bruxas se reúnem num Tea Party e resolvem brincar com a vida dos humanos. Altas vezes eu fazia esse link com a história, sendo que a única diferença dessa vez é que não eram três, mas um tirano, brincando com a vida de todo mundo só para conseguir a vida eterna.

Estou a espera do próximo livro, com certeza uma leitura super recomendada!

“Enquanto as estrelas possuírem brilho, eu estarei com você…”

SAGA TESOUROS DA TRIBO DE DANA #1 DOIS MUNDOS

Marina é uma jovem de dezessete anos, que vive numa fazenda na Chapada dos Veadeiros. Entretanto, ela não é uma garota comum. O Povo da fazenda, chamado de Tribo de Dana, considera que ela é o avatar da Grande Deusa Dana, a mais importante dos deuses celtas. Por isso, Marina é cercada de cuidados, e sempre vigiada de perto por guerreiros-guardiões. Mas os deuses do Outro Mundo decidem que ela precisa encontrar sua verdadeira face e para isso irão atraí-la para seu mundo e lançar-lhe um desafio… Contudo, ela não estará sozinha, seus dois Sombras não irão facilitar o trabalho dos deuses, nem que para isso tenham que cruzar o véu com sua protegida…

Olá pessoas!

Não vou me justificar infinitamente por conta da minha demora, mas o que importa é que aqui estamos nós, não é? Seguindo na crescente dos livros da Simone Marques, trago um post sobre Dois Mundos, o primeiro da série Tesouros da Tribo de Dana.

Para deixar bem claro: Não sou especialista em crítica literária, simplesmente estou aqui dando minha opinião sobre a história então estamos conversados!

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Primeiro, é importante ressaltar que mesmo se passando na Fazenda fundada por Daniele na outra saga, a premissa é diferente. A história trabalha como distopia que ocorre no Brasil em 2021, mas sem deixar de misturar mitologia celta.

Segundo, gostaria de elogiar de novo o esmero da edição do livro. As páginas são um baita de um estímulo para que continuemos lendo porque as bordas são personalizadas e ajuda muito a entrar no clima. Embora eu prefira a capa da edição anterior lançada pela Modo, acredito que a atual tem mais a ver com a atmosfera do livro.

O mundo está destruído, o único lugar seguro no momento é a Fazenda e a responsável pelas três ondas de destruição foi a protagonista, Marina. Ela é o avatar de três grandes deusas, então imaginem uma bomba atômica andando por aí.Por isso não pode ficar desprotegida e todo esse zelo acaba por influenciar em seu comportamento.

Longe de tudo que conheceu, do seu antigo modo de vida, tratada com tanto respeito e endeusamento desde a época da pré-adolescência, onde a maior parte da nossa descendência começa com a rebeldia, a teimosia, crise de identidade, hormônios em desespero e coisa do tipo, isso acaba por sufocá-la porque os ensinamentos que querem tentar passar para ela, em sua cabeça, são uma espécie de controle que Marina não quer.

Obviamente, toda essa teimosia e vontade de mostrar que não precisa de ninguém e que não é mimada a coloca em sérios problemas, arrastando seus guardiões junto. Marina acaba por adentrar o Sídhe, um lugar no qual ela não deveria ter se metido, mas né, todo protagonista adora ser do contra. Assim cruzando a fronteira dos dois mundos e se metendo em (como diria a Sessão da Tarde) altas confusões.

Ao mesmo tempo, essa personalidade faz com que lá na frente ela se ferre bastante porque várias vezes, ela se vê confrontada por situações em que poderia ter se aproveitado da imensa carga de conhecimento que a sacerdotisa Gwenneth queria lhe passar. A teimosia da Marina causou uma reação em cadeia em que ela mesma se afundou, vejamos.

Desde lá trás, ela vivia se esquivando dos ensinamentos da Gwenneth quando dava na telha. Mas o que acontece? Toda essa vontade de se mostrar bem resolvida se torna um desastre quando ela quis dar uma de rebelde e se meteu no Sídhe. Resultado? Todo o tempo Marina precisa ser salva pelos seus Guardiões, justamente algo que ela odeia com todas as forças porque detesta se sentir um fardo.

Em alguns momentos, inclusive, ela percebe quanta merda fez. Porque várias situações ela sente que poderia ser capaz de fazer algo por si mesma, ou ajudar os rapazes, se não tivesse se esquivado da Gwenneth lááá trás, que certamente teria lhe ensinado algo. Ou seja, ela odeia ser salva pelos guardiões, mas toda ação há uma reação, e Marina durante todo o livro está aprendendo com seus erros.

Isso sem contar que ter três deusas dentro de você não te deixa tão equilibrada assim, com certeza o comportamento da Marina é indiretamente influenciado por elas, então as mudanças abruptas de humor e comportamentos alok são compreensíveis se analisados por essa ótica.

Vou dizer a verdade, tenho sentimentos conflitantes em relação a protagonista. Uma parte de mim, obviamente, é altruísta o suficiente para lembrar de mim quando estava na idade dela, colocar-me em seu lugar e tentar imaginar o que eu teria feito. Mas tenho certeza que o mínimo que eu teria feito seria não faltar aos encontros com a Gwenneth, provavelmente me meteria mais fundo nos estudos só para tentar esquecer todo o trauma, e compensar os danos feitos ao meu psicológico. Conheço-me suficiente para afirmar isso.

Embora entenda a situação dela, e que tudo isso é necessário para seguir aquele esquema de construção de personagem, esquecerei isso só por agora porque preciso desabafar também, afinal, se a Marina tem três dentro dela, eu tenho duas:

tem-gente

meos deeeeeeeoses que garota chata! Vou resumir tudo que Marina faz na história (que em geral é o que costuma acontecer com protagonistas nos primeiros livros): chorar, retrucar, ter visões, esbravejar, tirar conclusões precipitadas, teimar, ter crise de paixonite por causa do Brian.

Essa menina tem sérios problemas pra se comunicar. Sério. Tira um monte de conclusões precipitadas, retruca, depois fica calada, emburrada com raivinha, e o povo que se dane pra tentar entender o que se passa na cabeça dela. Minha filha, o mundo vai muito além da tua bolha, ALÔÔÔ?

Tenho compaixão pela Marina, por sua situação e tal, mas não consigo gostar dela. O Brian segue pelo mesmo caminho, tenho um pouco de pena por ele desde o início ser o capacho da Marina (detalhe: ser capacho da Marina é diferente de ser Guardião de Dana. Marina só faz merda, e ele tem que ficar lá levando a culpa de tudo, só porque foi treinado pra servir e proteger) e fiquei ainda mais penalizada quando os sonhos mostraram aos dois que teriam sentimentos um pelo outro.

A partir daí foi só ladeira abaixo, quando dei por mim, já tava fechando o livro toda vez que tinha momentos de água com açúcar entre os dois porque me dava uma agonia ver o Brian naquele amorzinho todo, se arrastando pela Marina e ignorando total o juramento dos Guardiões. Não consigo gostar dele, ai não sei, meio que o desenvolvimento desse personagem não tem como acontecer sem a Marina porque né, o pai dela foi um baita guerreiro na Tribo e foi quem treinou o Brian. Então, querendo ou não, terei de aprender a gostar dele.

Mas lembrando, é isso que faz uma história especial. Ela deve despertar sensações em você, não importando quais sejam. E outra coisa, é o primeiro livro ainda, geralmente os primeiros costumam ser bem “marromenos” para protagonistas e no segundo é que eles começam a render, fazer algo.

Lá pelas tantas do final, depois que ela percebeu um pouco (lê-se, uma dazinimiga contou o que a Marina fez no apocalipse e coisa do tipo) do que aconteceu, Marina resolve criar vergonha na cara e crescer um pouco e realmente espero que ela amadureça, não aguentarei mais dois livros com ela agindo assim.

O único personagem do núcleo da Marina que eu gostei foi o Artur. Ele desde o começo sendo o lado mais centrado e cabeça no lugar, meu favorito ❤ Mas aí lá pro final, ele resolve pensar o que não deve acerca da Marina, PELAMOR ARTUR, ASSIM TU ME QUEBRA! Eu lá, super feliz acreditando que ele não teria essa coisa de se apaixonar pela menina assim como o tonto do Brian fez, super curtindo o personagem dele passando por um monte de perrengues enquanto o outro lá em 90% dos casos, preferia ficar de olho na Marina, ele ainda vai e me faz essa desfeita.

Artur, sério, por favor, não. Pelo que entendi, ele já deu uns sinais ali no final de que teria uns ciuminhos do Brian com a Marina, tô morrendo de medo de ele cair na síndrome do triângulo amoroso, e isso me deixaria realmente muito chateada porque era o único personagem que salvava no núcleo da Marina.

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Ilustrações por Felipe Mangueira

Olha que maravilha de homem, meo deos. Artur, te quiero e já! Aí tu olha pro Brian e… né… Como diria a grande filósofa contemporânea, vamo’ faze’ o quê, né? Tem gosto pra tudo, rs.

Observação: Brian, deixa sua barba crescer, pelamor. Você fica muito pior sem ela.

Eles enfrentam altos perigos em busca de alguns artefatos importantes que ajudarão a Marina em sua função de Avatar. De início não era essa a missão deles, eles queriam era voltar para casa, mas depois de umas visões da Marina, acabaram por ficar de olho pra ver se encontravam algum artefato. Eles já encontraram dois e o Brian já “sentiu a presença” do terceiro, porque na parte final do livro ele precisou cumprir um acordo com uma deusa lá e tiveram de se agarrar. (Obs: nessa hora jurei que o marido dela era um voyeur)

Encontraram um Leprechaun, também um guardião suspeitíssimo de um Castelo que forjou espadas novas para Artur e Brian, o tal Deus senhor desse Castelo e sua esposa tarada… Enfim, todos esses encontros foram muito interessantes porque envolvem divindades da mitologia que o livro retrata e foi até bom para mim porque preciso me inteirar melhor sobre ela, porque o pouco que sei é meio picado.

Há dois núcleos no livro, e cada capítulo vai intercalando. No segundo núcleo, temos outro personagem principal que é o Pedro, um carinha que desde mais novo via coisas estranhas, segundo quem o conhecia, e que todo mundo achava que era louco. Ele é o oráculo, então ele tem uma proximidade bem grande com Dana e consequentemente com a Marina. No sonho que ela teve, até fiquei na dúvida quanto aos sentimentos dos dois. Por um momento pensei que mesmo Dana o considerando um irmão, Marina o visse de outra forma, mas talvez seja impressão minha.

Do início do livro pra cá, ele precisou visitar a família para saber se estavam bem depois do apocalipse que rolou, mas quando sentiu que Marina precisava dele, acabou por retornar. O problema é que de Campinas até a Tribo é uma baita de uma viagem, e ela é maior ainda sem recursos. Sem contar umas criaturas muito estranhas que começaram a rondar a cidade e matando todo mundo. Acabou precisando recorrer a um parente abastado para conseguiu um jeito de ir.

O complicado é que ele só conseguiu essa carona sob condição de ir com uma galera junto, e isso poderia colocar Marina em risco, porque o lugar onde fica a Tribo é ainda inexplorado pelas Redes (como se fossem domínios de oligarcas que detém recursos e controle sobre a população daquela área, protegendo-os e ganhando mais poder) e o tal parente, que se não me engano é tio dele, só aceita levá-lo se os capangas forem junto.

No meio do caminho, encontram uma menininha, Liban, e seu cachorro, Merlin. Pedro a leva junto com ele e em determinado momento descobrem que ela é uma fada, embora esteja sem as asas. É muito legal a história dela, mas a Deusa a qual a menina serve quer mais informações sobre Dana e o que vai acontecer com o mundo, e por isso vai usar a Liban para descobrir mais sobre. Não tenho certeza se ela está manipulada ou não, talvez esteja, mas não saiba disso ainda.

O pior é que não é só ela, tem um monte de outros deuses que querem ter a Marina para que assim, eles possam perguntar para Dana sobre o que vai acontecer com o mundo, com eles mesmos, enfim, terem todas as respostas.

Enfim, essas foram as minhas impressões. Como ressaltei, compreendo que eles precisem passar por aquilo para que se desenvolvam. MAAAS não quer dizer que eu não possa ficar bolada porque as coisas aconteceram do jeito que aconteceram.

Resumindo: Gostei da história, embora não tanto quanto a Saga d’As Filhas de Dana. Talvez seja porque eu não curta muito distopia, mas com certeza ela vale a pena ser lida, porque tem bastante aventura e mitologia! (Embora as partes de romance me deixassem meio “SERIOUSLY?”).

Vai te despertar para aqueles pensamentos de “E se isso acontecesse mesmo?”.

2021 tá chegando, hein.

SAGA AS FILHAS DE DANA #3 BELTANE

São Paulo, 1701. Tereza foi criada para ser uma dama e afastar de si qualquer desconfiança que a Igreja pudesse ter sobre suas origens pagãs. Mas todo o cuidado com sua segurança está em risco quando ela se envolve com Miguel Seixas, o sobrinho da mulher que denunciou sua mãe à inquisição.

1918, Adelaide vive numa casa de recolhimento, onde foi colocada pelo pai. A chegada de um jovem padre vai mudar sua vida que, até então, era controlada pelas freiras, e fazê-la descobrir o difícil caminho a ser enfrentado por uma Filha de Dana.

ACABADO O ANO NOVO, VOLTAMOS À PROGRAMAÇÃO NORMAL XD

Perdão a demora, mas sabe como é, bagunça de final de ano e correria com o off acaba por impedir um pouco o desenrolar das coisas. Mas aqui estamos nós com Beltane!

Para deixar bem claro: Não sou especialista em crítica literária, simplesmente estou aqui dando minha opinião sobre a história então estamos conversados!

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Este livro conta a história da filha da Daniele, Tereza e como foi seu desenvolvimento como uma Filha de Dana. Uma coisa que observei, mas que pode não ser tão novidade assim é que conforme passam as gerações, algumas enfrentam maiores perrengues do que outras.

Vejamos: Gleide com a criação rígida que teve pra ser líder, o ritmo da história da Adele meio que serviu como contraponto, embora o sequestro dela tambem fosse um baita de um perrengue (Nunca esquecemos o que você fez, Douglas). Mas depois passamos para Daniele que precisou fugir de um casamento forçado + tentar lidar com um namorado imaturo + jornada além-mar + morte de um dos filhos e prometer a filha pra um casamento arranjado.

Aí vem a história da Tereza, que comparada com a história da mãe é um pouco mais calma em ritmo de acontecimentos. Os personagens mais marcantes dessa parte da história são, além da própria Tereza e o pai, Antônio: Olímpia, Amâncio, Henrique, Guilherme, Deolinda, Iaiá, Miguel, Maria das Dores, Catarina e Lara.

Certo, Tereza foi criada com todos os benefícios e malefícios de uma nobre. Controlada pela Ama Deolinda (que mulher chaaaaata, meos deeeeeeoses), mas muito amada pelos avôs Olímpia e Amâncio e o tio, Guilherme. A história dela se enlaça com a de Miguel (sobrinho de Maria das Dores, a criatura que denunciou Dani à inquisição no livro passado), quando uma bezerrinha dá um “olé” nele e escapa dos peões, foi aí que eles se conheceram e não se esqueceram desde então.

Miguel não era lá muito mais velho do que ela, mas diante de tantas qualidades na menina, ficou meio que difícil esquecê-la, como acontece sempre com todas as nossas queridas protagonistas ❤ Ele consegue pegar o animal, e quando interagem ele a deixa dar um nome para a bezerrinha, que acabou por se chamar Finola. Tereza se lembrava um pouco ainda da mãe, e foi por meio das vagas memórias de ouvi-la cantar que escolheu o nome.

Tudo bem, a menina foi crescendo e um dia o Antônio resolve visitá-la e levá-la com ele. Mas sabe do risco de ela negar, afinal a avó está muito doente e quase morrendo, dando sempre mais uma carga pesada pra influenciar a decisão dela de ficar. Ele fica lá por uns tempos, mas no fim, a Tereza acaba escolhendo ficar porque foi o que seu coração mandou. Ela tem sonhos também, então não será raro encontrar passagens dela sonhando com as antepassadas e sendo orientada por elas.

Enquanto tudo isso rola, Miguel vai crescendo também, com a consciência de que a “madrasta-tia” Das Dores foi responsável pela morte da família dela. Essa aura afeta também Catarina e Lara, as irmãs dele. Lá pelo meio da história, Lara dá um jeito de sumir da casa porque não aguenta mais aquela opressão toda e se manda para Goiás também com Antônio. A sugestão de Anajé que o acompanhara é casá-la com Angus, então já sabemos qual será o final dela ❤ Entretanto essa fuga afetou bastante a família, o pai deles encheu a cara até morrer (como se ele já não bebesse muito por causa da morte da esposa), e Catarina acabou servindo de alvo pras chatices da chata da madrasta.

Vemos a história da Catarina, outra irmã do Miguel, cujo futuro eu comecei a desconfiar assim que a vi olhando demais pro Guilherme no livro passado. Ela estava junto da Das Dores no livro passado, e ficara fascinada pelo relacionamento da Dani com o Antônio, e deveras encantada pelo Guilherme também. Muito afetada pela morte do pai, ela passa o tempo sempre na casa das memórias, onde costumava a ficar bastante com o pai, e começou a ir pra lá mais ainda depois que ele morreu já que a Das Dores era um pé no saco.

O caô começa porque o Guilherme acabou precisando passar na fazenda deles um dia e se deparou com a Catarina ali. Enfim, como a casa das memórias é um ótimo lugar pra você sofrer e chorar suas mágoas (alô dor de cotovelo!), acabou que o Guilherme desabafou a sofrência que passa por causa dos sentimentos por Daniele, Catarina meio que vai se deixando levar pelos sentimentos dela pelo cara, no fim os dois acabaram se pegando. Ela não se arrepende do que fez, ele sabe que é um zé ninguém e no que a consciência pesou, se mandou dali.

Antônio aceitou a decisão da filha, mas em troca disse que deviam desfazer o casamento de Henrique e Tereza. Olímpia já estava tão nas últimas e (*cof* fez tanta chatagem emocional  pra ele não levar a menina *cof*) que sentiu que no mínimo devia isso a ele, afinal ele realizara o último desejo dela, de ficar com a Tereza. Desfizeram o compromisso. Detalhe, mais ou menos por essa parte, ela já havia começado a dar sinais de ter uma quedinha pelo Miguel e vice-versa, então já sabe. Ela ganhou também uma semente de presente do Anajé, a árvore vai ser bem importante dali pra frente.

O problema foi que a praga do Henrique voltou do Rio de Janeiro onde havia ido estudar,  e sabe como é. Viu a Tereza totalmente diferente agora que estava crescida, começou a cobiçá-la e se engraçar pra cima dela, super revoltadinho porque desfizeram o casamento sem ele saber, blá blá blá whiskas sachê. Mas não foi como se Tereza quisesse reatar o compromisso, muito menos Amâncio, e Guilherme não estava a fim de autorizar o mimado a se engraçar pra cima da sobrinha.

Anyway, história vai e vem e lá pelas tantas, Miguel encontra a Tereza muito triste por conta do estado da vó e pra animá-la foi levá-la até Finola. Foi por aí que perceberam de vez os sentimentos e lá pra frente, Miguel decide pedir permissão para cortejar Tereza. Mas o destino é tão traiçoeiro que bem no dia, a Olímpia falece e o Henrique joga excremento no ventilador dedurando a história da família da Tereza e da morte deles, sem contar o envolvimento dos Seixas, família do Miguel.

Mas de qualquer forma, assim que a primeira oportunidade surge depois do funeral, luto e coisas do tipo, Miguel tem a permissão de Guilherme para cortejar Tereza e  com a ajuda da serva dela, Iaiá,  eles acabam conversando, colocando os pingos nos I’s e coisa do tipo. Guilherme também conversa com ela pra contar a verdade sobre o que aconteceu com a família dela e tal. Foi um momento até triste quando começou a contar e chegou na parte dele da história, super consciente da merda que provocou.

A Deolinda é outra insuportável. Determinada a casá-la com Henrique e cumprir a promessa que fizera a Olímpia de acabar de vez com as raízes pagãs da Tereza e torná-la uma mulher exemplar, apela até pra drogas. Altas vezes ela usa láudano pra torná-la mansa, passiva, enfim, controlar o humor da menina que desde criança era muito viva e inquieta.

Outra situação complicada é que o Amâncio quer voltar pra Portugal e levar o traste do filho dele junto, porque não quer sofrer por algo que Tereza sofra nas mãos do moleque, mas acabou que isso veio meio tarde demais.

Felizmente temos Iaiá para acudí-la, que é uma serva negra muito amiga da Tereza. Ela sacou que tinha algo errado e até avisou o Miguel mais pra frente quando a situação piorou, mas teve seu caminho interrompido na volta quando deu de cara com o Henrique e sob ameaça, acaba tendo de se deitar com ele. A situação se desenvolveu de tal forma que mais uma vez Deolinda conseguiu drogá-la ao botar láudano na bebida da menina e acabou que ela, mesmo meio grogue, acabou por reunir forças com a grande mãe e desobedecer a Ama. Se não me engano, foi perto dessa cena que ela teve um sonho/visão sobre a Bashiri batizando-a, alertando-a de forma metafórica sobre o veneno.

E como o caminho de uma filha de Dana não é fácil, ainda sob efeito do láudano, quase que Tereza é a próxima vítima de Henrique, felizmente graças a Iaiá (ADORO ESSA MULER, VEMK SUA DIVA!) ele foi impedido de levar as coisas até o fim recebendo uma pancada na cabeça. Sem contar o Guilherme que quando sacou o que aconteceu, desceu o sarrafo nele e se a mão estivesse doendo ou não tivesse respeito por Amâncio, teria acabado com a vida desse traste. Teria nos feito um favor, Gui ;-;

No fim tudo se resolve, Amâncio se manda com Henrique pra Portugal (Tereza com sua personalidade tão doce não quis que eles sujassem as mãos e a alma pelo que o moleque fizera. Miguel é tão amorzinho que antes de tentar fazer qualquer coisa contra o cara, perguntou pra Tereza o que devia fazer, enfim, acabou que ele fez nada. Merecia ter apanhado mais, independente do background da história dele, só acho) Miguel e Tereza se casam, Guilherme e Catarina se casam também, recebem visita do Angus e da Lara, tá todo mundo grávida rs. Libertaram os escravos também, Iaiá e o filho (que é meio-irmão do Miguel) se mudaram junto com a Tereza e a negra é sua dama de companhia ❤

Miguel manda Das Dores embora porque ela já tava enchendo o saco e já havia passado da hora de ela sair dali, com o apoio da irmã. Deolinda se matou depois que Henrique, antes de tentar tomar Tereza, jogou na cara daquela chata que a viu se agarrando com um escravo.

Só tive a impressão de que o relacionamento da Catarina e do Guilherme foi meio rápido demais, mas vou reler, talvez na adrenalina do que tava rolando eu não tenha pegado direito a sutileza dos momentos deles.

A parte final do livro conta a história de Adelaide. O pai a jogou numa Casa de Recolhimento porque dois irmãos tretaram por causa dela e um acabou morrendo. No fim, acusaram-na de bruxa e jogaram ela lá, desde então vivem drogando a menina com láudano também. Ela vivia dizendo que a árvore (aquela lá que a Tereza recebeu a semente) conversava com ela, que a Virgem conversava com ela e coisas do tipo. Inclusive uma dessas vezes lhe foi dito que um homem lhe salvaria a alma, e lhe entregaria a dele.

Tcharam, pois é! Um padre (que antes lutou na guerra, por isso tem um problema na perna), Giovanni, foi enviado pra lá pra exercer funções relacionadas, mas os dois acabaram se apaixonando.

Entre freiras rígidas e irritantes de tão chatas e algumas muito legais (DIVINA, TE AMO <3), o padre tenta tirá-la de lá, mas não consegue, a burocracia da Igreja é um baita dum obstáculo. No fim, de tanto se encontrarem escondidos, Adelaide acabou engravidando, prendem-na até ter a criança (de novo, de parto prematuro). Felizmente, conseguem salvar a criança do seu destino na roda dos desvalidos, mas Adelaide morre no parto, foi muito bonita essa cena, por sinal ;-;

No fim, a filha dela, Terezinha, foi criada pela irmã Ana Maria. Ela não conseguia ter filhos, mas diante do sacrifício da Adelaide, ela pôde realizar o sonho de ser mãe. Ela e o marido criam a menina, junto ao Giovanni.

Juro que quando cheguei no final, fiquei meio boba. Quando virei a página “ué, acabou?” AUEHAUEHAEUH Queria que tivesse durado mais, uma história muito bonita, e no final nas notas da autora você vê a relação que ela faz de cada personagem com um momento histórico, situação enfrentada pelas mulheres, foi mesmo muito lindo.

A relação entre os personagens e o modo como foi construído aquele laço de companheirismo entre os considerados pagãos (núcleo principal-negros-índios) foi uma das melhores coisas que notei, reforçando inclusive, uma opinião que tenho de que nem sempre o protagonista é o que faz o livro, nesse saga, tudo funcionou de tal forma que nenhum núcleo se sobressaiu ao outro e foi simplesmente muito legal de ler ❤

Algumas coisas ali conseguiram escapar da revisão, mas foram pouquíssimas e não afeta na leitura, a história foi simplesmente linda ❤ Mas devo dizer que fiquei tentada a escrever um microconto de presente pra Simone de cada uma das gerações que foram puladas até chegar na Adelaide, acho que foram umas cinco. Mas né, acho melhor não porque pode ser que não faça jus ao que li UHEUEAHAEHUUHAE

Enfim, essa foi a minha opinião sobre a história. O próximo livro que lerei também seguirá essa linha: Dois mundos: Tesouros da Tribo de Dana #1, também da Simone. É mais ou menos da mesma espessura de Samhain, então creio que estarei de volta em breve.

És parte da terra, do fogo, das águas e das matas…

 

SAGA AS FILHAS DE DANA #2 SAMHAIN

Brasil, 1960.
Ao pisar em uma terra nova, Daniele sabe que sua missão está apenas começando e que ainda terá que enfrentar a intolerância, mas será que estará preparada para abrir mão de alguém que muito ama para que o destino se cumpra?

Olá de novo!

Hoje conversamos sobre Samhain, o segundo livro d’As Filhas de Dana!

Embora seja menor do que o primeiro, senti como ele foi mais pesado no quesito enredo, e mais adiante explico o motivo.

Para deixar bem claro: Não sou especialista em crítica literária, simplesmente estou aqui dando minha opinião sobre a história então estamos conversados!

SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT

Paganus terminou com a partida de Daniele e Antônio para o Brasil, e Samhain dá continuidade. Durante a viagem, eles se tornam mais íntimos de Dona Olímpia, uma senhora cujo marido se mandou para o Brasil e ela veio com o filho, Henrique. Além disso, como foi dito no livro anterior, Antônio era esperado por Amâncio, marido de Olímpia, já que havia arranjado serviço por lá para ele.

As coisas estão caminhando bem: Mateus se amigou com os índios e com os negros, principalmente pelo background semelhante, de não poderem externar suas crenças totalmente; Daniele era tratada praticamente como filha por Olímpia; Amâncio tinha um vínculo de filho com Antônio diante de seu bom serviço e personalidade; e ambos tiveram mais um filho, Antoninho.

Mas a situação começa a se complicar quando um garoto que tinha acabado de se ordenar padre não resistiu aos encantos de Daniele e acabou se matando. Isso despertou as primeiras faíscas de desconfiança do Padre Jerônimo, que mais para frente se junta com Bento Matias (um capanga de Amâncio que ficou revoltadinho pelo bom serviço de Antônio e sua ligação com o patrão, que o tratava como filho) e Maria das Dores (uma ricaça amiga da família cujo santo não bateu com a Daniele e começou a ficar de picuinha pra cima dela) para desmascará-la.

Daniele tinha viajado grávida, certo? Pois bem, a menina veio antes do previsto e diante da vontade da mãe de apresentá-la a Deusa, Antônio teve de ceder e fazer um acordo com Olímpia: chamar a menina de Tereza, apadrinhá-la e prometê-la em casamento para Henrique, o filho (idiota e mimado) dela. Era pegar ou largar, já que a senhora descobrira ali sobre as origens pagãs de Daniele e estava disposta a fazer vista grossa diante dessas condições. Não teve muito o que ser feito. No fim, quem a apresentou á Deusa foi Bashiri, uma serva negra da casa que, pra mim, é uma das melhores personagens.

Ficou ainda pior quando o padre insistiu em casá-los e batizá-los, e aqui a gente vê a “mudança” da Daniele. Foi interessante vê-la interpretar o sentido de amor de forma a fazê-la ceder e aceitar se casar com Antônio, já que ele já lhe dera despretensiosamente tantas provas de amor, foi muito fofo ela se dar conta disso e aceitar. Desde então, Padre Jerônimo vive atrás de provas pra jogá-la na fogueira.

Temos também Guilherme, o frouxo que lá trás arregou e quase entregou Daniele. Pois é, ele se mandou para o Brasil também e chegou aqui todo acabado, só sobreviveu porque quem cuidou dele foi a Dani. Até tentou tê-la de volta, mas nada que uma bela conversa entre irmãos não resolva, Daniele também não deu sinal de querê-lo então foi ótimo ele ter se conformado. Mas pelo menos ele terá utilidade no futuro.

Então já dá pra imaginar o que vem depois. O padre Jerônimo conseguiu umas provas muito cabulosas e falsas sobre Daniele (lembram de Maria das Dores e Bento?), manda uma galera ir atrás dela, e por fim acaba que ateiam fogo na casa, matando o filhinho mais novo do casal, mas não sem antes Mateus honrar o nome que tem (Angus) e matar um dos capangas enviados pra lá a pauladas.

Todos pensam que a família está morta e é o que Amâncio espalhou para não causar mais problemas ao casal, mas Daniele se recuperou com a ajuda dos índios (que inclusive a chamam de Yaci) e entre eles, Mateus descobre que seu avô ainda está vivo. Deixam Tereza com a família de Olímpia e seguem mata adentro atrás da missão de Daniele.

Foram pouco menos de 250 páginas esse livro quase me fez chorar! Foi pesado! XD Diferente do outro livro onde eu sentia que havia pausas para respirar um pouco, nesse eu não consegui me livrar da sensação de aperto!

Outra coisa que esqueci de dizer no outro post: A diagramação é divina, tanto no primeiro quanto no segundo. As bordas das páginas contém folhas desenhadas, e no início de cada capítulo tem a imagem da capa. Lindo ❤

Nesse livro consegui me apaixonar muito mais pelos personagens, só os céus sabem o quanto tive vontade de guardar o Angus num potinho, tão novo com a responsabilidade de cuidar da irmã e nossa, foi incrível ver o desenvolvimento dele durante a história. Geralmente não sou fã de crianças, mas sério, ele é simplesmente o melhor ❤

Bashiri e Taú foram outros personagens que simpatizei muito, a introdução de personagens negros na trama foi tão legal, que me lembrou de quando ela embarcou no livro passado e um escravo fugido esbarrou na Daniele e tiveram aquele insight quando se encontraram.

AMÂNCIO, O QUE DIZER DESSE VELHO QUE JÁ CONSIDERO PACAS? Ele é simplesmente maravilhoso! Mesmo que não seja um estrategista militar, a decisão dele foi super acertada. Ele deixava os negros da fazenda deles fazerem suas celebrações, assim os escravos não se sentiam tão presos e trabalhavam com maior disposição. O que de certa forma acabava salvando-os de apanhar bastante como ocorria em outras redondezas.

Não pude deixar de fazer um paralelo com “A Lista de Schindler” onde o cara que contratava judeus uma hora pediu para contratar crianças, sob o pretexto de que precisava de dedinhos pequenos que fossem capazes de limpar cartuchos de bala, ou algo assim. Ambos tiveram sacadas geniais que sem perceberem, preservaram muitas vidas.

Antônio, ah Antônio, o tipo de cara que toda mulher queria ter, só digo isso ❤

Daniele agora vai para o coração do Brasil, Goiás, onde seu avô tem terras. Uma pena imaginar que provavelmente ela não dará uma passadinha em Mato Grosso, rs. Mas é muito legal principalmente observar o background de Augusto, avô de Daniele, ele participou junto do Anhanguera nas incursões em Goiás e percebeu que de alguma forma não era ali que devia estar. Foi muito linda a sacada que a autora usou para trazê-lo aos planos da Grande Mãe.

Super ansiosa para ler o próximo! Trago o post em breve!

És parte da terra, do fogo, das águas e das matas…

SAGA AS FILHAS DE DANA #1: PAGANUS

Portugal, 1673. Duas mulheres celtas e um bebê recém-nascido enfrentam a perseguição da Igreja contra hereges pagãos. Obrigadas a deixar sua aldeia, ajudadas por um jovem cristão, partem em busca de um lugar onde possam cultuar seus deuses livremente. Em meio a sua fuga, descobrem que a Grande Mãe tem uma missão para eles e que os levará a lugares inesperados e a uma desconhecida Terra Nova.

Hoje conversamos sobre o primeiro livro da saga As Filhas de Dana!

Para deixar bem claro: Não sou especialista em crítica literária, simplesmente estou aqui dando minha opinião sobre a história então estamos conversados!

Antes de começarmos a falar da história, devo dizer que uma das coisas que me chamou atenção foram as capas: simplesmente maravilhosas. Geralmente não gosto muito de livros cujas capas sigam o estilo manipulação de fotos, prefiro algo mais voltado para ilustração fantástica, porque consigo uma maior identificação.

Mas esse livro quebrou a minha cara. São simples, mas assim como as personagens da história, elas apresentam uma magia inexplicável que nos chama, esse foi um dos motivos que me fez comprar a trilogia. Além de, claro, ser uma obra nacional ❤

Simone, se por acaso um dia ler isso, como usei o cartão da minha mãe para comprar os livros (o meu ainda estava para chegar e.e), os autógrafos vieram no nome dela rs Mas não tem problema, eu também não fui inteligente pra mandar um email explicando a situação rs

Agora vamos ao que interessa!

SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT SPOILER ALERT 

O livro conta a história de uma família pagã que é perseguida por suas crenças, em meados de 1600. A Igreja com seu poder tentava aumentar seu domínio sobre quem não compartilhava das mesmas crenças e é nessa situação que Dom Couto é designado a livrar uma região das influências pagãs.

Dom Couto tem filhos gêmeos, Diogo e Douglas, mas suas personalidades são muito diferentes. Douglas segue os passos do pai, carrancudo e metido a machão, postura que ele aprimorou depois da morte da esposa. Diogo é mais pacífico e pelo menos tem a cabeça no lugar.

Um dia o grupo de caça de Dom Couto persegue algumas pagãs e consegue levar uma delas, causando rebuliço na vila dos pagãos e Diogo é detectado por Gleide, a líder deles. Ele tenta convencê-la a se converter, fingir conversão, mas ela não garante que vai mesmo fazê-lo porque precisa conversar com o pessoal da vila.

No fim, o grupo de Dom Couto acaba matando todo mundo mesmo assim. Douglas num blefe, ateou fogo na casa onde estava Diogo, que entrara lá para tentar salvar Adele, uma parturiente. Com todo mundo achando que Diogo morrera, o grupo se retira, mas ele conseguiu escapar com Adele e Gleide, ajudando-as a encontrar um novo lar.

Elementos adicionais da história contam com: Adele e Diogo se apaixonarem, o sequestro de Adele, a luta entre os irmãos e o finale, Adele esperar um filho dele, significando a aprovação de Dana.

De início, a minha personagem favorita era Gleide. Gosto de personagens do estilo dela, fortes, decididas, obrigadas a amadurecer muito cedo para que os outros possam seguir em frente. Mas ao mesmo tempo, outra coisa que me fascina em personagens do estilo dela é a facilidade com a qual suas ações podem ser interpretadas de forma errada. O que para ela é normal, o correto segundo normas de suas crenças, pode não ser para as outras pessoas e por todo o livro é possível ver esse traço dela estilo “faço isso para seu bem”.

Chega um momento da história que você simplesmente quer que ela se exploda, porque ela insiste tanto em um determinado tipo de comportamento que uma hora dá vontade de mandá-la catar coquinho. Mas lá adiante você percebe que ela estava certa, apesar de um pouco incompreendida, aquele ditado de “avó é mãe duas vezes” cai muito bem nela. A cabeça dura da Gleide ajudou a linhagem a se manter viva durante todo o livro e essa é uma personagem para a qual devemos tirar o chapéu.

Mas todos os personagens foram bem desenvolvidos. As diferenças entre os irmãos gêmeos, o relacionamento deles com a família e seus princípios, suas personalidades. Essa história me ilustrou perfeitamente uma das várias interpretações do yin-yang, em que não existe bem absoluto nem mal absoluto, não existem extremos nesse caso. Até mesmo o Diogo uma hora surta de raiva para proteger sua família e até mesmo Douglas demonstrou sentimentos, do jeito dele, mas mostrou.

Por mais que ele tivesse sido necessário para que a roda girasse, Guilherme foi um dos que eu desconfiei desde o início. Você não dá nada por ele, um cortejador de primeira e dá para perceber isso conforme se lê o livro. E quase no final, pimba, é bem isso mesmo. Por causa dele, todo o sacrifício de Gleide e Adele quase é posto em risco, felizmente, como eu disse sobre o yin-yang, não há extremos no mundo e Guilherme consegue se redimir.

Os “amores a primeira vista” também me soaram rápidos demais no início, mas depois eu me lembrei de um trecho que vi n’A Casa das Sete Mulheres, quando Antônia diz a Garibaldi “Já se apaixonaste de verdade, capitão? Olhou nos olhos de uma pessoa e viu neles o seu destino?”. A partir daí pude ler sem maiores indagações.

Fazia um bom tempo que eu não dava uns faniquitos lendo. A primeira parte da história era carregada o suficiente para eu não dar uns pittis, já que a carga emocional das tramas era mais forte diante do vínculo dos irmãos, as diferenças de Adele e Gleide, a transformação do pai dos meninos assim que caiu doente. Então não tive grandes oscilações de reação.

Mas quando chegamos em Daniele a atmosfera está tão tranquila, então surge aquela aura pesada com a proposta de casamento, a fuga com Guilherme, a morte de todo mundo… Devo dizer que me deu uma vontade imensa de queimar todo mundo que arregou na hora que a família convocou o pessoal pra ajudar contra Dom Francisco. Nessas horas me veio um insight da primeira vez que Gleide conversou com a aldeia e mesmo tendo se submetido ao batismo, todo mundo no fim acabou morrendo. E lá estava ela outra vez fazendo a mesma coisa, mas dessa vez, incitando-os a lutar.

A primeira parte, sobre os gêmeos Couto e Adele foi um ritmo leve, embora mais pendente para o triste diante do passado dos irmãos, além da destruição do vilarejo das mulheres, da morte de Allan (fiquei igual a Adele na morte dele ;-;) e do desfecho com Douglas. A segunda parte, já tinha um ar mais tranquilo, até meio cômico eu diria. Mas que conforme a coisa vai complicando com a fuga com Guilherme, sua falta de maturidade e o desenrolar todo com Antônio, a pressão vai subindo e eu me vi com dor no pescoço depois de ler, tamanha a tensão rs

Embora a ache fascinante, não conheço o suficiente de mitologia celta e essa saga me motivou a fuçar aqui nos meus livros sobre essas crenças. Uma história que você pode tranquilamente ler em um dia, tem pouco menos de 350 páginas, mas te prende do início ao fim.

Outra coisa fascinante foi o fato de ela ter enlaçado costumes celtas com o Brasil, lembrando-me fácil fácil das aulas de história do colégio, tornando tudo mais divertido de ler, mesmo se tratando de um período complicado da história como a inquisição. Triste, é verdade, mas que são terrenos férteis para histórias nacionais florescerem, como é o caso dessa saga.

Em breve venho com o post sobre As Filhas de Dana: Samhain.

És parte da terra, do fogo, das águas e das matas…

Watashi wa dare? – Quem sou eu?

Olá!

A ideia de montar um blog no qual eu pudesse compartilhar com os outros o pouco de mim sempre me agradou. Mas me via confrontada pela periodicidade, atualização, bloqueios, assuntos a serem tratados, o que me deixava um pouco receosa também.

Mas hoje decidi e cá estou eu. Neste espaço postarei resenhas, opiniões e assuntos que gosto. Diferente dos milhares de blogs que existem por aí, não domino absolutamente nada de qualquer assunto, então estou muito longe de ser o que os outros dizem ser “voz da razão”.

A maioria dos assuntos que postarei aqui serão sobre literatura. tretas e conflitos é algo que eu detesto então lavo minhas mãos se de alguma forma o que digo aqui for errado para você. Nesse caso, simplesmente feche a aba e seja feliz.

Lembre-se: Se quer quebrar pau, não é aqui que verá isso acontecer e comentários desta natureza me reservo no direito de não responder.